Um verdadeiro Quilombo de Samba no coração de Oswaldo Cruz.
Por: Ierê Ferreira
Fotos: Ierê Ferreira
Revisão: Sylvia Helena Arcuri
Há mais de dez anos o cantor compositor e produtor cultural Edinho Oliveira e seu irmão Elias José reúnem na Rua Dona Vicência numero 97, em Oswaldo Cruz a nata do samba daquela e de outras regiões da cidade. O Samba no Buraco do Galo é uma das mais importantes rodas de samba do subúrbio. Sempre no primeiro sábado do mês Edinho e Elias confraternizam com moradores e visitantes para cantar e ouvir velhos e novos samba.
Grande parte desses sambas são de autoria dos próprios frequentadores que fazem questão de interpretar, com a máxima alegria, seus sambas, fazendo com que todos os espectadores façam parte do evento. Edinho e Elias, porém, não se satisfazem somente com o samba e buscam complementar o evento com um trabalho de conscientização sócio-racial, levando para a roda de samba, filmes, fotos e debates sobre as questões étnicas e historias do próprio samba, construindo o que podemos chamar de Quilombo do Samba.
No ultimo dia 7 de maio, véspera do dia das mães, o Samba no Buraco do Galo prestou sua homenagem a todas as mães e recebeu mais de 1.000 pessoas entre moradores e visitante. A festa contou com a presença de vários compositores entre eles (Klerinho, Preto Maneiro, Tonho de Rocha Miranda, Valmir Viole, Nei J Carlos, Ivan Milanez entre outro).
Que sempre fazem o público levantar, cantar e dançar com as suas apresentações irreverentes e com a alegria e o prazer de participar deste movimento, que ao longo de sua existência vai fazendo história.
O grupo que acompanha os compositores é uma atração a mais, formado por músicos competentes e engajados com a proposta dos idealizadores. Os músicos são: (Xirra Metro, Mapinha, Jefersom, Leco, Waguimho e Jorginho, Diego e Moiseys).
Outra característica do Samba no Buraco do Galo são as Pastoras (Dinha,Yvone, Sheila e Nica), cantoras que também acompanham os compositores, coisa que raramente se vê em outras rodas de samba e que a meu entender, deveria existir em todas as rodas, pois as vozes femininas dão uma entonação muito mais bonita e boa de ouvir, além de promover, é claro, a democratização de gêneros na roda samba.
Em (Data do lançamento do disco) Edinho Oliveira lançou seu primeiro CD com o título – Negro – pelo selo Etnia Musical e neste disco gravou o samba (Pra Oswaldo Cruz) e na letra desse samba já dizia:
Eu vou pra Oswaldo cruz eu vou.
Quilombo do samba pra me aculturar.
Venha pra cá.
Edinho Oliveira continua a sua batalha e com o apoio de Elias José seu irmão e produtor está em estúdio gravando mais um disco em homenagem a este canto do subúrbio carioca a quem eles tanto se dedicam.
E o disco ira se chamará: Oswaldo Cruz é Assim.
Aguardem!






